Marketing em
Saúde e Beleza
Uma nova especialização para conectar ciência, gestão e crescimento de negócios.
Saúde · Beleza · Ciência · Estratégia · Negócios
Documento de trabalho apresentado à direção da Faculdade IEPG para avaliação da criação do curso. A proposta encontra-se em estágio de projeto: não há, nesta data, aprovação institucional, credenciamento específico ou corpo docente contratado.
- Duração
- 12 meses, em doze módulos mensais
- Carga horária
- 400 h 360 h em módulos e 40 h de Projeto Aplicado
- Modalidade
- Online ao vivo, com encontros de sexta a domingo
- Por módulo
- 30 h 16 h síncronas e 14 h assíncronas
- Encerramento
- Summit evento online com banca de avaliação
Oportunidade estratégica para a Faculdade IEPG
Por que esta proposta merece ser considerada pela direção.
Esta proposta não abre uma frente nova na Faculdade IEPG. Ela liga frentes que a instituição já opera.
A faculdade já forma o profissional tecnicamente competente — em estética e cosmética, em desenvolvimento de produtos cosméticos, em farmácia magistral, em assuntos regulatórios. O que a formação atual não entrega, em nenhum desses cursos, é a dimensão de negócio: precificar, posicionar, comunicar dentro da regra, distribuir e gerir.
É uma lacuna estrutural do setor, e ela aparece exatamente no momento em que o egresso tenta transformar competência técnica em negócio próprio.
Sinergia acadêmica
O curso se apoia em áreas que a faculdade já domina e as aplica a uma competência que nenhuma delas cobre hoje. Parte do corpo docente necessário já está na casa.
Diferenciação de portfólio
Não há, no portfólio atual, formação voltada à dimensão comercial e de marketing do setor de saúde e beleza. A instituição já opera MBAs de perfil gerencial, o que dá precedente institucional ao formato.
Expansão de público
Atinge o egresso dos cursos atuais e atrai profissionais de marketing, gestão e indústria cosmética que hoje não encontram formação específica para o setor.
Justificativa e contexto do mercado
A lacuna que o curso se propõe a preencher, e por que ela é estrutural.
O setor de saúde e beleza se organiza em uma cadeia longa: indústria, terceirista e envasador, distribuidor, representante, varejo, farmácia, clínica e profissional autônomo. O mesmo profissional transita por vários desses elos ao longo da carreira — e raramente foi formado para nenhum deles do ponto de vista de negócio.
A lacuna de formação
A formação técnica existente prepara para executar: o procedimento, a formulação, a manipulação, o protocolo. Não prepara para formar preço a partir de custo real, para construir posicionamento, para planejar mídia, para desenhar canal de distribuição ou para ler os indicadores do próprio negócio.
O resultado é conhecido na prática: profissionais tecnicamente excelentes com agenda ociosa, clínicas que faturam e não têm margem, e formulações competentes que não chegam ao mercado.
A restrição que torna o problema específico
A comunicação do setor é regulada em três camadas simultâneas: o código de ética do conselho profissional, a regulação sanitária e o Código de Defesa do Consumidor. Um curso de marketing generalista não cobre nenhuma delas; um curso técnico não cobre marketing.
É nessa interseção que a proposta se posiciona — e é o que a torna difícil de replicar por escolas de marketing e por instituições sem tradição em saúde.
O arco de carreira
O profissional de estética cresce e abre clínica; a clínica cresce e lança linha própria; o químico ou farmacêutico que lança uma marca precisa vender para clínicas — ou seja, precisa entender o negócio de serviço, que é o cliente dele. Formar apenas um dos lados prende o aluno nele.
Sobre dados de mercado
Esta proposta não apresenta estimativas de tamanho de mercado, taxas de crescimento ou projeções financeiras. Números dessa natureza exigem fonte verificável e estudo próprio, e serão levantados caso a direção decida avançar com o projeto.
Os argumentos acima são estruturais e podem ser conferidos no próprio portfólio da instituição e na prática dos seus egressos.
Sinergia com o portfólio acadêmico
Onde a proposta se encaixa no que a Faculdade IEPG já oferece.
Cada curso do portfólio atual alimenta a nova pós-graduação com um público específico — e dois deles fornecem também base docente.
| Curso já oferecido | Como se conecta | Módulos |
|---|---|---|
| Estética e Cosmética — graduação | Egressos que atuam em atendimento e precisam de captação, precificação e autoridade profissional. | 01 · 03 · 07 · 11 |
| Saúde Estética Avançada — pós-graduação | Profissionais de clínica com demanda por gestão de agenda, margem e retenção. | 04 · 08 · 11 |
| Desenvolvimento de Produtos Cosméticos — pós-graduação e curso livre | Quem já sabe formular e precisa levar o produto ao mercado: marca, preço, canal e lançamento. | 03 · 04 · 09 · 10 |
| Farmácia Magistral — Manipulação na Prática — pós-graduação e curso livre | Comunicação com o prescritor, captação do paciente final e limites da divulgação de manipulado. | 02 · 08 · 09 |
| Assuntos Regulatórios — pós-graduação e curso livre | Base docente e conceitual já existente na casa para o módulo-âncora do curso. | 02 · 10 |
| Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica — pós-graduação | Relação com o prescritor como canal e como público de comunicação técnica. | 09 |
| MBA em Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde — MBA | Precedente institucional de curso de perfil gerencial voltado à saúde. | Formato |
Portfólio conforme o site institucional da Faculdade IEPG, consultado em 9 de outubro de 2026. A indicação de módulos é uma sugestão de leitura desta proposta, não uma definição acadêmica.
Consequência prática
A captação da primeira turma não depende de aquisição de público novo. Ela pode começar pela base de alunos e egressos dos cursos existentes, que é o canal de menor custo disponível à instituição.
E dois módulos — o regulatório e o de desenvolvimento de produto — podem ser construídos com docentes que já lecionam na casa.
Conceito e objetivos da pós-graduação
A integração entre saúde, beleza, ciência, comunicação e negócios.
Conceito acadêmico
O curso integra cinco domínios que, no setor de saúde e beleza, operam juntos na prática e separados na formação: saúde, beleza, ciência, comunicação e negócios. A espinha dorsal é a tradução — converter conhecimento técnico-científico em decisão de negócio e em comunicação compreensível, precisa e lícita.
Objetivo geral
Formar profissionais da área de saúde e beleza capazes de planejar, executar e avaliar estratégias de marketing, de marca e de produto — da gestão comercial do consultório, clínica ou farmácia ao desenvolvimento, lançamento e gestão de marcas próprias de cosméticos e produtos de saúde —, convertendo competência técnico-científica em resultado de negócio sustentável, com rigorosa observância dos limites éticos, sanitários e regulatórios da legislação brasileira.
Objetivos específicos
- Analisar o mercado de saúde e beleza e sua cadeia de valor — indústria, terceirista, distribuição, varejo, clínica e profissional —, identificando oportunidades de posicionamento.
- Aplicar a legislação sanitária e os códigos de ética dos conselhos profissionais à comunicação de serviços e de produtos em saúde e beleza.
- Construir posicionamento e arquitetura de marca para serviço, marca pessoal e linha de produtos.
- Estruturar precificação, margem e portfólio a partir de custos reais, da cadeia de canal e do valor percebido.
- Conduzir o desenvolvimento de um produto de marca própria, do briefing técnico ao plano de lançamento, com sustentação de claims.
- Planejar canais de distribuição e vendas — B2B, varejo, e-commerce e magistral — e as ações de trade correspondentes.
- Planejar e produzir conteúdo, campanhas e mídia, online e offline, adequados às políticas das plataformas, aos veículos contratados e à regulação do setor.
- Desenhar processos de captação, atendimento, conversão, retenção e gestão de reputação.
- Interpretar indicadores de marketing e financeiros para fundamentar decisão gerencial.
- Elaborar plano de marketing aplicado a um negócio, serviço ou produto real do setor.
Público-alvo e possibilidades de atuação
Profissionais de saúde, estética, cosméticos, gestão e marketing.
Duas famílias profissionais, reunidas na mesma turma. Compartilham a maior parte do conteúdo e se diferenciam pelo objeto de aplicação.
Família A Serviço
Família B Produto
O que une as duas famílias
Todos são profissionais técnico-científicos que precisam comunicar e vender sob regulação — conselho profissional, vigilância sanitária e responsabilidade técnica. É esse o eixo do curso.
Possibilidades de atuação do egresso
O ingresso observa os critérios aplicáveis aos cursos de pós-graduação lato sensu e as normas internas da instituição, a serem definidos pela coordenação acadêmica.
Diferenciais e competências desenvolvidas
O que distingue esta proposta de um curso de marketing generalista.
Aplicação prática
Cada módulo termina com uma entrega construída sobre os dados reais do negócio do aluno, não sobre caso fictício. As doze entregas compõem o Projeto Aplicado.
Visão integrada
Serviço e produto tratados no mesmo curso e na mesma turma, porque é o mesmo profissional que transita entre os dois ao longo da carreira.
Eixo regulatório
Conformidade com conselhos profissionais e regulação sanitária como conteúdo obrigatório e transversal, não como observação lateral.
Gestão orientada a resultado
Custo, margem, indicadores e decisão gerencial tratados com o mesmo peso dado à comunicação.
Competências desenvolvidas
- Traduzir conhecimento técnico-científico em comunicação compreensível e lícita
- Reconhecer os limites éticos, sanitários e jurídicos da publicidade em saúde e decidir dentro deles
- Formar preço a partir de custo real e sustentar valor em vez de desconto
- Levar um produto do conceito ao canal, com claims sustentados
- Operar captação digital, mídia paga e mídia offline com orçamento definido
- Construir autoridade profissional sem recorrer a promessa de resultado
- Ler os indicadores do negócio e decidir com base neles
Perfil do egresso
Profissional apto a assumir a direção de marketing de um negócio de saúde e beleza ou a gestão de produto e de marca própria no setor — no próprio consultório, clínica ou farmácia, ou como brand manager e gestor de portfólio em indústria cosmética, terceirista ou farmácia de manipulação.
Estrutura Acadêmica e Matriz Curricular
Os doze módulos do curso, com ementa, conteúdo programático e entregável.
Doze módulos mensais, 30 horas cada, na sequência pedagógica original.
Clique em um módulo para ver a ementa, o conteúdo programático e o entregável.
Temas transversais
Três eixos atravessam a grade em vez de ocuparem um módulo isolado, porque é assim que aparecem na prática do setor:
Conformidade ética e regulatória — módulo 2 como âncora, retomada nos módulos 3, 5, 7, 8, 9 e 10.
Inteligência artificial aplicada — produção de conteúdo (5), gestão de campanha (7), atendimento (8) e análise de indicadores (4).
Comunicação inclusiva e acessível — módulo 5 como âncora, com desdobramento em marca (3) e atendimento (8).
01Mercado, Cadeia de Valor, Tendências e Pesquisa em Saúde e Beleza
EmentaPanorama econômico do setor de saúde e beleza no Brasil. Estrutura da cadeia produtiva e distribuição de margem entre os elos. Comportamento do consumidor de procedimento e de produto. Jornada de compra e pontos de decisão. Sazonalidade e ticket médio. Segmentação e identificação de nichos. Tendências de mercado de produtos e de serviços. Pesquisa de mercado aplicada e indicadores setoriais.
- SextaConceito comum
Dimensão e dinâmica do mercado brasileiro de saúde e beleza. Os subsetores e como se relacionam. A cadeia de valor completa — indústria, terceirista, envasador, distribuidor, representante, varejo, farmácia, clínica, profissional autônomo — e onde fica a margem em cada elo. Serviço como bem de confiança e produto como bem de experiência: por que isso muda tudo no marketing. Tendência estrutural e modismo: como distinguir, quanto tempo cada um dura e o custo de apostar no errado. Fontes de informação do setor — associações, feiras, publicações técnicas e dados de órgãos reguladores. Pesquisa de mercado aplicada: fonte secundária e fonte primária, roteiro de entrevista, questionário, tamanho de amostra e viés de confirmação — como não produzir a pesquisa que apenas confirma o que já se queria fazer.
- Sábado manhãLente serviço
A praça e o raio real de deslocamento do cliente. Densidade e concorrência no entorno. O consumidor de procedimento: autoimagem, motivação, medo, ciclo de decisão e tempo de maturação. Jornada do paciente-cliente, do primeiro contato à recompra. Sazonalidade da agenda. Ticket médio e frequência por tipo de procedimento. Quem é o cliente que dá lucro e quem é o que dá prejuízo. Tendências de serviço: novos protocolos e equipamentos, deslocamento de demanda entre procedimentos e mudança no perfil de quem procura a clínica.
- Sábado tardeLente produto
O consumidor de cosmético: hábito, rotina, substituição e fidelidade de marca. Categorias e subcategorias do mercado. O profissional de saúde como influenciador de compra e como canal. Curva de adoção de ativo novo. Sazonalidade de categoria. Sell-in e sell-out: por que quem consome a marca não é quem paga a primeira nota fiscal. Tendências de produto: ativos em ascensão, reposicionamento de categoria, exigência de sustentabilidade e de transparência de fórmula, e regulação emergente como força de mercado.
- DomingoOficina
Diagnóstico do próprio negócio: posição na cadeia, concorrentes reais, público atendido hoje, sazonalidade observada. Construção do mapa da jornada, marcando os pontos em que o cliente desiste. Desenho de uma pesquisa simples para aplicar na própria base de clientes, com roteiro e forma de apuração.
EntregávelDiagnóstico de negócio, mapa da jornada e roteiro de pesquisa.
02Marketing Ético e Regulatório em Saúde e Beleza
EmentaAs três camadas de regra que incidem sobre a comunicação do setor: código de ética do conselho profissional, regulação sanitária e defesa do consumidor. Publicidade de serviço de saúde e publicidade de produto. Uso de imagem. Sustentação de claims. Proteção de dado sensível. Responsabilidade civil e profissional pela comunicação.
módulo-âncora
- SextaConceito comum
Por que a publicidade em saúde é regulada e qual o bem jurídico protegido. As três camadas de regra e como se sobrepõem. Publicidade, divulgação técnica e conteúdo educativo: onde está a fronteira. O conceito de promessa de resultado como centro do risco. Responsabilidade do profissional pelo conteúdo produzido por terceiros — agência, social media, influenciador. LGPD e dado de saúde como dado sensível: base legal, consentimento e guarda.
- Sábado manhãLente serviço
Os códigos de ética e a publicidade por profissão — medicina, odontologia, farmácia, biomedicina, enfermagem, nutrição, química e estética: o que cada conselho permite, o que veda e o que deixa em zona cinzenta. Antes-e-depois: hipóteses de uso, ressalvas e termo de autorização de imagem. Sensacionalismo, autopromoção e concorrência desleal. Divulgação de preço e de promoção em serviço de saúde. Comunicação de equipamento e de técnica. O que caracteriza invasão de competência e exercício ilegal na comunicação.
- Sábado tardeLente produto
Classificação de risco de cosméticos e o que muda entre notificação e registro. Rotulagem obrigatória e informação ao consumidor. Claims: que evidência sustenta qual frase, o que é claim terapêutico vedado a cosmético, o que exige ensaio. Dossiê de produto e documentação de suporte. Material promocional e publicidade de produto. Responsabilidade técnica e o papel do RT. Produto importado e produto de terceirista: de quem é a responsabilidade. Comunicação na farmácia magistral e a vedação de publicidade de manipulado.
- DomingoOficina
Auditoria de conformidade do próprio material: perfis sociais, site, material impresso, rótulo, anúncio ativo. Cada peça classificada em verde, amarelo ou vermelho, com plano de correção e prazo.
Pede dois docentes: advogado de direito médico e sanitário, e um responsável técnico com vivência de registro. O conteúdo precisa ser revisado contra os textos vigentes a cada turma — é o módulo em que não se pode errar, porque é a promessa central do curso.
EntregávelAuditoria de conformidade e plano de correção.
03Marca: Posicionamento, Arquitetura e Marca Pessoal
EmentaSegmentação, nicho e proposta de valor. Posicionamento e diferenciação. Identidade verbal e visual. Arquitetura de marca aplicada a serviço, pessoa e produto. Construção de autoridade científica. Registro de marca. Gestão de reputação.
- SextaConceito comum
Segmentação, nicho e o custo de querer atender todo mundo. Proposta de valor e diferenciação. Posicionamento como escolha do que não ser. Arquétipos de marca. Naming e registro no INPI: classes, busca de anterioridade, risco de usar um nome já registrado. Identidade verbal e tom de voz para quem fala de ciência. Briefing de identidade visual: o que o designer precisa receber.
- Sábado manhãLente serviço
Marca pessoal do profissional de saúde: por que, nesse setor, a pessoa é o produto — e o risco que isso cria. Marca pessoal e marca da clínica: quando unir, quando separar, e o perigo de um negócio que não sobrevive à saída do sócio. Construção de autoridade científica: titulação, produção, casuística, dados, didática. Escolha de nicho de especialidade, porque não existe autoridade em tudo. Prova social lícita. Canais de autoridade além da rede social — palestra, congresso, docência, podcast, mídia espontânea, publicação técnica, atuação em associação. Assessoria de imprensa para profissional de saúde. Reputação pessoal e sobre-exposição: o limite entre educar e vender.
- Sábado tardeLente produto
Arquitetura de marca: marca única, marca por linha, submarca, marca endossada. Marca da clínica e marca de produto convivendo. Nome de linha e nome de produto. Portfólio e o papel de cada item — entrada, margem, imagem. Embalagem como suporte de marca. Private label e marca de terceirista: de quem é a marca e de quem é a fórmula. Registro por classe. Licenciamento e co-branding com profissional de referência.
- DomingoOficina
Preenchimento da plataforma de marca: nicho, proposta de valor, arquétipo, tom de voz, arquitetura escolhida e justificada. Checagem de disponibilidade do nome.
EntregávelPlataforma de marca e definição de arquitetura.
04Custos, Preço, Margem e Indicadores do Negócio
EmentaEstrutura de custo em serviço e em produto. Formação de preço por custo e por valor. Margem de contribuição e ponto de equilíbrio. Cascata de preço no canal. Política de desconto e de reajuste. Indicadores de marketing e financeiros e rotina de decisão.
- SextaConceito comum
Markup e margem: a confusão que faz empresa lucrativa no papel quebrar no caixa. Custo fixo, variável e margem de contribuição. Ponto de equilíbrio. Formação de preço por custo e por valor percebido. Ancoragem e elasticidade. O impacto real do desconto: quanto volume a mais é preciso vender para compensar 10%, 20% e 30%. Política de reajuste e repasse de custo. Introdução a indicadores e à rotina de decisão gerencial.
- Sábado manhãLente serviço
Custo direto do procedimento: insumo, descartável, ativo, amortização de equipamento. Custo de hora-sala e de hora-profissional. Rateio de custo fixo e preço mínimo defensável. Pacote, protocolo e plano de manutenção. Comissão e repasse ao profissional executante. Taxa de ocupação de agenda e o custo do horário vazio. Produtividade por sala e por profissional. DRE da clínica e os indicadores que a governam.
- Sábado tardeLente produto
Custo industrial: formulação, embalagem primária e secundária, rótulo, envase, lote mínimo, perda. Frete e carga tributária. A cascata de preço no canal — custo industrial, preço fábrica, distribuidor, varejo, consumidor — e quanto cada elo precisa ganhar para querer vender o seu produto. Preço sugerido e preço praticado. Mix de portfólio e margem ponderada. Giro, cobertura de estoque e capital imobilizado em lote.
- DomingoOficina
Reprecificação do próprio serviço ou produto na planilha, com os números reais do aluno. Montagem do painel de indicadores que ele vai acompanhar mensalmente.
EntregávelNova tabela de preços e painel de oito indicadores.
05Conteúdo, Storytelling, Produção e Mídias de Inclusão
EmentaTradução de conteúdo técnico para linguagem leiga. Arquitetura de conteúdo e calendário editorial. Roteiro e narrativa para vídeo curto. Produção audiovisual com recursos próprios. IA aplicada à produção. Métricas de conteúdo. Limites regulatórios por formato. Comunicação inclusiva e acessível. Inteligência artificial generativa aplicada à produção e seus limites.
- SextaConceito comum
Tradução do técnico para o leigo sem perder precisão — o problema central de quem vem da ciência. Conteúdo de autoridade e conteúdo de venda: proporção e sequência. Pilares editoriais e linhas de conteúdo. Estrutura narrativa, gancho e retenção. Anatomia de um roteiro de vídeo curto. O que cada formato faz: Reels, carrossel, stories, live, vídeo longo, podcast. IA no roteiro, na legenda, no corte e no reaproveitamento. Métricas que indicam negócio e métricas que só alimentam vaidade. Limites do conselho aplicados formato por formato. Mídias de inclusão: representatividade de fototipos, corpos, idades e gêneros no conteúdo de saúde e beleza; acessibilidade — legenda, audiodescrição, contraste e linguagem simples; e o limite entre inclusão consistente e oportunismo de campanha. IA generativa: roteiro, legenda, corte e reaproveitamento; geração de imagem e o limite de simular resultado de procedimento, que a regra trata como promessa.
- Sábado manhãLente serviço
Conteúdo de procedimento e de educação do paciente. Como mostrar resultado dentro da regra. Bastidor de atendimento. Depoimento e relato de caso. O conteúdo que atrai o cliente certo e o que atrai caçador de desconto. Produção no consultório: luz, áudio, enquadramento, fundo, roupa. A rotina que funciona para quem atende oito horas por dia — bloco único de gravação mensal, não produção diária. Representatividade no conteúdo de procedimento: mostrar resultado em diferentes fototipos e faixas etárias, em vez de comunicar um padrão único de beleza.
- Sábado tardeLente produto
Conteúdo de produto: ativo, textura, aplicação, resultado. Still, macro e vídeo de uso. Conteúdo técnico dirigido ao profissional e conteúdo de consumo dirigido ao paciente — dois públicos, duas linguagens. Conteúdo científico de sustentação de claim. Conteúdo de lançamento. Material para o canal e para o prescritor. Conteúdo gerado por usuário e review: como estimular sem comprar elogio. Representatividade na comunicação de produto: indicação por tipo de pele e de cabelo, teste em diferentes fototipos, e a diferença entre linha inclusiva e rótulo inclusivo.
- DomingoOficina
Gravação ao vivo, cada aluno no próprio espaço de trabalho, com correção de luz, áudio e enquadramento em tempo real — aplicação que um estúdio de aula não reproduz. Montagem do calendário editorial de 90 dias. Checagem de acessibilidade das peças gravadas: legenda, contraste e clareza de linguagem.
EntregávelCalendário de 90 dias e seis peças gravadas.
06Planejamento de Mídia e Custos de Mídia — online e offline
EmentaPlanejamento de mídia e definição de verba. Métricas e moeda de negociação. Veículos offline: televisão, rádio, mídia exterior, impresso, ponto de venda e eventos. Negociação com veículos. Formas de compra. Mensuração de mídia offline. Integração entre online e offline.
- SextaConceito comum
O papel da mídia no plano e a diferença entre objetivo de mídia e objetivo de marketing. Verba: como definir — percentual do faturamento, por objetivo, por participação — e como ratear entre canais. Cobertura, frequência e continuidade. A moeda da mídia: alcance, GRP e TRP, CPM, custo por ponto, CPV, share of voice, afinidade. Como ler a tabela de preço de um veículo. Negociação: tabela e preço praticado, desconto de agência, bonificação, permuta, pacote — e qual o poder de barganha real de um anunciante pequeno. Agência, compra direta ou representante de veículo. Mensuração de offline: cupom, número exclusivo por veículo, landing dedicada, lift de busca orgânica, pesquisa de recall, teste geográfico com praça de controle. Restrição regulatória na mídia offline em saúde.
- Sábado manhãLente serviço
Mídia local: rádio de bairro e testemunhal de locutor, que converte muito em saúde de proximidade. Televisão regional como opção viável para clínica de praça única. Mídia exterior no entorno — outdoor, mobiliário urbano, painel digital, elevador e condomínio, busdoor. Revista de condomínio e jornal local. Mala direta geográfica. Patrocínio de evento de bairro e de associação. Parceria e permuta local. Como montar um plano de mídia de clínica com verba pequena e ainda conseguir medir.
- Sábado tardeLente produto
Mídia de cobertura: televisão aberta e fechada, faixa horária, patrocínio e merchandising em programa. Rádio em rede. Mídia exterior de cobertura. Revista segmentada, publicação de conselho e mídia científica dirigida ao prescritor. Mídia de ponto de venda e encarte de rede de farmácia. Patrocínio de congresso e feira do setor. Verba de lançamento e verba de sustentação: proporções e duração.
- DomingoOficina
Construção do plano de mídia próprio: objetivo, praça, período, veículos, formatos, verba por canal e a forma de mensuração de cada um.
EntregávelPlano de mídia com orçamento e plano de mensuração.
07Mídia Paga, Tráfego Local e Performance
EmentaEstrutura de campanhas em plataformas de mídia paga. Políticas de publicidade aplicadas a saúde e beleza. Públicos, criativos e testes. Tráfego geolocalizado e presença local. Mídia para e-commerce e catálogo. Indicadores de performance e ponto de corte.
- SextaConceito comum
Estrutura de conta e de campanha. Objetivo de campanha e o que cada um realmente otimiza. Públicos frio, morno, quente e semelhante. Criativo e teste: o que testar e em que ordem. Orçamento, fase de aprendizado e escala. Políticas de publicidade das plataformas para saúde e beleza — e como não tomar bloqueio de conta. Conta bloqueada: prevenção, recurso e plano B. Pixel, API de conversão e LGPD. CAC, LTV, ROAS, payback e ponto de corte de uma campanha. IA na análise de resultado. IA na gestão de campanha: públicos automáticos, criativo dinâmico e lance inteligente — o que vale delegar ao sistema, o que não vale, e como auditar o que a automação decidiu.
- Sábado manhãLente serviço
Campanha geolocalizada: raio, exclusão de área, público local. Google Business Profile completo — categorias, serviços, fotos, posts, perguntas, agendamento. Captação sistemática e resposta de avaliações, e o peso delas na decisão local. SEO local e página por procedimento e por bairro. Clique-para-WhatsApp como destino. Campanha de inauguração e de nova unidade. Formulário e conversa: qual converte melhor em saúde. Métricas de serviço: custo por avaliação agendada, taxa de comparecimento, conversão em procedimento. O que dá para medir com verba pequena.
- Sábado tardeLente produto
Campanha de e-commerce e catálogo de produto. Feed e saúde do catálogo. Marketplace e mídia dentro do marketplace. Retargeting de carrinho e de visualização. Campanha de lançamento e campanha de recompra. Assinatura e clube. Campanha B2B para captar clínica e revendedor. Métricas de produto: custo de aquisição, ticket, taxa de recompra e margem após mídia.
- DomingoOficina
Campanha real estruturada e publicada antes do fim do encontro, com verba de teste definida e critério de leitura de resultado combinado.
EntregávelCampanha no ar com verba de teste.
08Funil, CRM, Atendimento e Retenção
EmentaDesenho de funil para decisão de alto envolvimento. CRM e registro de relacionamento. Venda consultiva e tratamento de objeção. Experiência e pós-atendimento. Retenção e recompra. Gestão de reputação e protocolo de crise.
- SextaConceito comum
Desenho de funil para decisão de alto envolvimento. Etapas, gargalo e taxa de passagem. CRM: o que registrar e para quê. Atendimento humano e automatizado — onde automatizar ajuda e onde destrói confiança. Venda consultiva e diagnóstico de necessidade. Objeção de preço, de medo e de tempo. Expectativa irreal e o dever ético de recusar. Experiência e pós-atendimento. Avaliações públicas e resposta a reclamação. Influenciadores e permuta: critérios, contrato e risco. Protocolo de crise — resultado insatisfatório, reação adversa, exposição negativa, recall. IA no atendimento: triagem, resposta automática e assistente de agendamento; o que nunca pode ser automatizado em saúde, o dever de deixar claro que quem responde é uma máquina, e o risco de uma IA emitir o que pareça opinião clínica.
- Sábado manhãLente serviço
WhatsApp como canal principal: tempo de resposta, roteiro, qualificação. A consulta de avaliação como etapa de decisão, não como formalidade. Orçamento e follow-up sem perseguição. Falta e remarcação: política e redução. Reativação de base inativa. Recorrência de manutenção e plano de acompanhamento. Programa de indicação. Pesquisa de satisfação. A equipe que atende e precisa vender: treinamento e incentivo.
- Sábado tardeLente produto
Funil B2B: prospecção, carteira, ciclo de venda longo, proposta e negociação. Representante e distribuidor como parte do funil. Pós-venda de canal e giro no cliente — vender para o canal não é vender ao consumidor. Recompra e assinatura no direto ao consumidor. Atendimento de SAC e de notificação de reação adversa. Relacionamento com o prescritor na farmácia magistral. Gestão de reputação de marca de produto.
- DomingoOficina
Desenho do fluxo de atendimento ponta a ponta e redação dos scripts, com dramatização em dupla para testar objeção real.
EntregávelFluxo de atendimento e oito scripts.
09Canais, Distribuição, Política Comercial e Trade
EmentaDesenho e seleção de canais. Intermediação, cobertura e capilaridade. Política comercial e conflito de canal. Estrutura e remuneração de força de vendas. Trade marketing e ponto de venda. Treinamento de canal.
- SextaConceito comum
Desenho de canal: qual canal serve qual público e a que custo. Venda direta e venda intermediada. Cobertura, capilaridade e curva de ganho por canal. Conflito de canal — quando o e-commerce próprio briga com o varejo que revende — e como estruturar preço para não matar o parceiro: o erro clássico de marca nova. Política comercial: tabela por canal, prazo, desconto por volume, bonificação, verba de canal, exclusividade territorial. Contrato e documentação. Logística e frete no preço. Estrutura de vendas e remuneração.
- Sábado manhãLente serviço
Revenda de cosmético no consultório: margem, mix, exposição, estoque e treinamento da equipe — uma das margens mais altas e mais ignoradas de uma clínica. O profissional como canal de uma marca: o que negociar, que condição pedir, que risco assumir. Parceria local e indicação cruzada. Convênio corporativo e pacote para empresa. Venda de pacote e de protocolo como canal próprio.
- Sábado tardeLente produto
Distribuidor regional, representante autônomo e equipe própria: quando cada um. Varejo físico, rede de farmácia e drogaria. Farmácia magistral como canal. E-commerce próprio e marketplace. Exportação. Trade marketing: gôndola e posicionamento em prateleira, display, encarte de rede, visual merchandising, experimentação e amostragem. Treinamento e argumentário para quem vende no balcão. Patrocínio de congresso e feira como canal comercial. Metas, comissão e gestão de funil B2B.
- DomingoOficina
Desenho do mapa de canais do próprio negócio e redação da política comercial, com tabela diferenciada e regra de conflito.
EntregávelMapa de canais e política comercial escrita.
10Desenvolvimento de Produto e Marca Própria
EmentaGestão de produto aplicada a saúde e beleza. Identificação de oportunidade e validação de conceito. Caminhos de desenvolvimento e escolha de parceiro produtivo. Briefing técnico. Embalagem. Sustentação de claims e caminho regulatório. Viabilidade econômica do lote.
- SextaConceito comum
O que faz um gestor de produto. Identificação de oportunidade e validação de conceito antes de gastar com fórmula. O conceito de produto e o papel do briefing. Custo, prazo e risco de cada caminho de desenvolvimento. Propriedade da fórmula e propriedade da marca: o que você leva se trocar de fabricante. Cronograma realista de um lançamento, do conceito à prateleira. Gerenciamento de projeto aplicado ao lançamento: escopo, marcos, dependências entre fornecedores, caminho crítico, matriz de risco e plano alternativo — por que um atraso de embalagem desloca a campanha inteira.
- Sábado manhãLente serviço
O protocolo próprio como produto da clínica: nomear, padronizar, registrar como marca e vender como pacote — é o primeiro produto que uma clínica lança, e vem antes de qualquer cosmético. Serviço por assinatura. Curadoria e revenda com marca da clínica. Quando faz sentido ter linha própria e quando é melhor revender a de outro. Parceria com terceirista para linha de clínica em volume pequeno: o que é viável e o que não é.
- Sábado tardeLente produto
Private label, formulação própria e marca compartilhada: custo, controle e exclusividade de cada caminho. Seleção e negociação com terceirista e envasador — capacidade, lote mínimo, prazo, exclusividade, sigilo. O briefing técnico para o laboratório, a peça que liga marketing e P&D. Escolha de ativo e de conceito de fórmula. Embalagem: primária, secundária, custo, fornecedor, lote mínimo. Dossiê e sustentação de claim — que ensaio sustenta qual frase. Caminho regulatório e documentação. Custo de desenvolvimento e ponto de equilíbrio do primeiro lote.
- DomingoOficina
Redação do briefing técnico de um produto real e montagem do cronograma de desenvolvimento, com os pontos de decisão e de custo marcados.
Ponte direta com as pós de Desenvolvimento de Cosméticos e Farmácia Magistral — docente e laboratório que a IEPG já tem.
EntregávelBriefing técnico de produto e cronograma de lançamento.
11Campanhas, Lançamento e Crescimento
EmentaAnatomia de campanha e calendário sazonal do setor. Oferta de entrada e escada de valor. Promoção e preço. Ocupação de capacidade em serviço. Go-to-market de produto. Métricas de campanha e de lançamento. Caminhos de expansão.
- SextaConceito comum
Anatomia de uma campanha: objetivo, público, oferta, mensagem, canal, verba, prazo e mensuração. O calendário sazonal do setor de saúde e beleza. Oferta de entrada e escada de valor. Promoção sem destruir preço — e o que fazer em vez de desconto. Critério de encerramento e de repetição de campanha. Caminhos de crescimento e os pré-requisitos de cada um. Planejamento estratégico de marketing: diagnóstico, objetivos e metas, indicadores de acompanhamento, plano anual e a rotina de revisão trimestral que faz o plano sobreviver ao primeiro mês.
- Sábado manhãLente serviço
A agenda como ativo: capacidade, ocupação e o custo do horário vazio. Campanha para horário morto, com oferta diferenciada por faixa horária. O calendário do setor na prática — janeiro de recomeço, pré-verão com corpo e depilação, inverno de peeling e laser, Dia das Mães, temporada de noivas, Black Friday, pré-férias. Lançamento de novo procedimento e a campanha que amortiza o equipamento recém-financiado. Campanha de reativação e programa de indicação. Avaliação gratuita: quando converte e quando atrai o cliente errado. Campanha interna para a equipe. Expansão: nova sala, nova unidade, franquia.
- Sábado tardeLente produto
Go-to-market de linha: preço de entrada, pré-venda e lista de espera, amostragem, kit de lançamento, material de apoio. Sell-in e sell-out, e por que um lançamento pode parecer sucesso na nota e fracassar na prateleira. Lançamento para profissional e lançamento para consumidor final. Campanha de distribuição e de ativação de canal. Métricas de lançamento e critério de descontinuação de produto. Extensão de linha e entrada em nova categoria. Exportação.
- DomingoOficina
Montagem da campanha ou do lançamento do aluno, com verba, calendário, peças previstas e métricas de acompanhamento.
EntregávelPlano de campanha ou de lançamento.
12Summit Saúde & Beleza — Laboratório, Pitch e Banca
EmentaMódulo integrador em formato de evento. Consolidação do Projeto Aplicado, apresentação a banca de avaliadores do setor e painéis com convidados de mercado. Integra os conteúdos dos onze módulos anteriores em uma entrega única e defendida.
evento online de encerramento
- SextaAberta ao público
Painéis com convidados do mercado — dono de clínica que escalou, advogado de direito médico, marca de cosmético, gestor de mídia do setor. Vitrine institucional da IEPG e abertura das inscrições da turma seguinte. Transmissão aberta e gratuita.
- SábadoBancada serviço
Laboratório de campanha de captação: finalização da oferta, do criativo, da campanha e do funil, com consultoria dos avaliadores convidados.
- SábadoBancada produto
Laboratório de plano de lançamento: finalização do posicionamento, do preço, do canal e do cronograma, com consultoria dos avaliadores convidados.
- DomingoPitch e banca
Defesa individual do Projeto Aplicado diante de banca mista — dois docentes do curso e um convidado de mercado. Apresentação cruzada entre as duas famílias, premiação e encerramento de turma.
EntregávelProjeto Aplicado defendido em banca.
A sequência, os nomes dos módulos, as cargas horárias e os conteúdos programáticos são os do projeto original e não foram alterados nesta apresentação.
Metodologia, modalidade e estrutura acadêmica
Como o curso funciona na prática: o encontro, o mês e o ano.
Princípio metodológico
O conteúdo de cada módulo é ministrado em duas lentes — serviço e produto —, lado a lado, porque a lógica é a mesma e muda apenas o objeto de aplicação. A bifurcação ocorre somente na oficina prática, quando cada aluno aplica ao próprio negócio.
Nenhum aluno perde conteúdo: o profissional de serviço que venha a lançar uma linha já viu o caminho, e o de produto compreende a clínica, que é o canal dele.
O encontro mensal
Cada módulo ocupa um fim de semana, com 16 horas síncronas em blocos de no máximo três horas e meia: sexta das 19h30 às 22h30, sábado das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30, e domingo das 9h às 12h30. A estrutura dos quatro blocos está desenhada na abertura da matriz curricular.
O mês completo
O encontro é o centro do módulo, não a sua totalidade. A preparação antecede e a aplicação sucede o fim de semana.
| Quando | O que | Horas |
|---|---|---|
| Duas semanas antes | Trilha de preparação: videoaula de base, leitura e diagnóstico do próprio negócio preenchido | 4 |
| Fim de semana | Encontro ao vivo — sexta, sábado e domingo | 16 |
| Quarta seguinte | Check-in de uma hora com o docente do módulo, sobre a implementação | 1 |
| Três semanas seguintes | Tarefa aplicada ao próprio negócio e postagem do resultado na comunidade | 9 |
| Por módulo | 30 h | |
O check-in da quarta-feira seguinte é o mecanismo que sustenta a aplicação: sem ele, o aluno retoma a rotina e o módulo se encerra no domingo.
Matriz de carga horária
| Componente | Síncrono | Assíncrono | Total |
|---|---|---|---|
| 12 módulos × 30 h | 192 h | 168 h | 360 h |
| Projeto Aplicado — orientação e banca | 8 h | 32 h | 40 h |
| Total do curso | 200 h | 200 h | 400 h |
As 360 horas em módulos cumprem o mínimo de lato sensu sem depender do trabalho final — caminho mais seguro na análise de credenciamento, já que o trabalho de conclusão em geral não é computado nesse piso.
Calendário da turma
Turma de março a fevereiro, com encontros no terceiro fim de semana de cada mês. Três ajustes são necessários porque caem em períodos de pico de faturamento do público — se o encontro cair neles, a turma não comparece.
| Mês | Ajuste | Motivo |
|---|---|---|
| Maio · M03 | 1º fim de semana | O 2º domingo é Dia das Mães — pico de faturamento de clínica e salão |
| Dezembro · M10 | 1º fim de semana | De 15 a 31/12 o setor está em pico absoluto |
| Janeiro · M11 | Último fim de semana | Depois das férias escolares e do recesso |
| Novembro · M09 | Antecipar se possível | Black Friday e pré-verão |
| Fevereiro · M12 | Ajustar ao Carnaval | Data móvel; conferir ano a ano |
Acompanhamento e retenção
A modalidade online ao vivo exige mecanismos explícitos de permanência. Quatro deles estão previstos no desenho.
Grupos fixos de cinco
Do módulo 1 ao 12, mistos — dois de produto, três de serviço. Fazem a oficina juntos, cobram entrega um do outro e apresentam juntos. É o fator que mais pesa em conclusão de curso online, mais do que qualquer plataforma.
Gravação liberada por sete dias
Contraintuitivo, mas acesso permanente produz o "vejo depois" que nunca chega. O prazo curto mantém a aula ao vivo como o evento.
Câmera aberta nas oficinas
Pactuada no primeiro dia, com presença pesando na avaliação. Sem isso, o domingo vira uma sala de avatares.
Monitor ou tutor por turma
A pessoa que puxa quem sumiu na terceira semana. Em curso online isso não é luxo administrativo — é o que segura a taxa de conclusão.
Aplicação prática e resultados de aprendizagem
O que o aluno constrói, módulo a módulo, e como é avaliado.
Cada módulo produz uma peça do plano de marketing do próprio aluno. Ao fim do curso, o Projeto Aplicado já está construído — não é trabalho adicional, é a consolidação do que foi feito.
Resultados de aprendizagem por módulo
| Mód. | Módulo | Entregável |
|---|---|---|
| 01 | Mercado, Cadeia de Valor e Consumidor de Saúde e Beleza | Diagnóstico de negócio e mapa da jornada do cliente |
| 02 | Marketing Ético e Regulatório em Saúde e Beleza | Auditoria de conformidade e plano de correção |
| 03 | Marca: Posicionamento, Arquitetura e Marca Pessoal | Plataforma de marca e definição de arquitetura |
| 04 | Custos, Preço, Margem e Indicadores do Negócio | Nova tabela de preços e painel de oito indicadores |
| 05 | Conteúdo, Storytelling e Produção para Redes Sociais | Calendário de 90 dias e seis peças gravadas |
| 06 | Planejamento de Mídia e Custos de Mídia — online e offline | Plano de mídia com orçamento e plano de mensuração |
| 07 | Mídia Paga, Tráfego Local e Performance | Campanha no ar com verba de teste |
| 08 | Funil, CRM, Atendimento e Retenção | Fluxo de atendimento e oito scripts |
| 09 | Canais, Distribuição, Política Comercial e Trade | Mapa de canais e política comercial escrita |
| 10 | Desenvolvimento de Produto e Marca Própria | Briefing técnico de produto e cronograma de lançamento |
| 11 | Campanhas, Lançamento e Crescimento | Plano de campanha ou de lançamento |
| 12 | Summit Saúde & Beleza — Laboratório, Pitch e Banca | Projeto Aplicado defendido em banca |
Projeto Aplicado
Plano de marketing de um negócio, serviço ou produto real, consolidando as doze entregas mensais. A orientação começa a partir do sexto módulo e a defesa ocorre em banca, no módulo de encerramento.
O plano incorpora modelo de negócio e viabilidade econômica — o componente de empreendedorismo e plano de negócio — e é conduzido com método de gerenciamento de projeto: escopo definido, marcos mensais correspondentes aos entregáveis de cada módulo e revisão de risco na orientação.
O aluno da Família A entrega um plano de captação e crescimento; o da Família B, um plano de lançamento de marca.
Sistema de avaliação
Por módulo
Entregável prático aplicado ao próprio negócio, apresentado na oficina de domingo. A presença nos encontros síncronos compõe a avaliação, com peso a definir em regulamento.
Projeto Aplicado
Plano de marketing completo, avaliado quanto à consistência regulatória, à viabilidade financeira, à coerência entre oferta e canal e à qualidade de execução.
Banca
Composição proposta: dois docentes do curso e um convidado do mercado, de modo a atender ao requisito de titulação sem perder a avaliação externa.
Material e instrumentos do aluno
Além do material didático de cada módulo — videoaulas, apostila, slides e estudo de caso —, o curso entrega instrumentos de trabalho preenchidos em oficina, com o docente presente. Vinte e seis instrumentos estão previstos.
Conformidade — material âncora
- Semáforo de publicidade em saúde: checklist verde, amarelo e vermelho por conselho profissional
- Termo de autorização de uso de imagem para antes-e-depois
- Política de privacidade e termo de consentimento LGPD para clínica
- Template de dossiê de claims cosméticos
Financeiro e gestão
- Planilha de precificação de procedimento: custo direto, hora-sala, margem
- Planilha de custo industrial e cascata de preço no canal
- Calculadora de CAC, LTV e ROAS
- DRE simplificado e painel de indicadores
- Planilha de ocupação de agenda e de giro de estoque
Conteúdo e mídia
- Calendário editorial sazonal de 12 meses do setor
- Banco de ganchos e roteiros de vídeo curto para saúde e estética
- Swipe file de anúncios aprovados no setor
- Guia de estúdio de bolso: luz, áudio e enquadramento no consultório
- Templates editáveis de post, carrossel e manual de marca
- Plano de mídia e brief de campanha
Vendas e relacionamento
- Oito scripts de WhatsApp: primeiro contato, orçamento, objeção de preço, falta, pós-procedimento, reativação, indicação, retorno
- Roteiro de consulta de avaliação que converte
- Matriz de pacotes e combos
- Política comercial e tabela por canal
Produto e canal
- Template de briefing técnico para o laboratório
- Checklist de seleção e negociação com terceirista
- Plano de lançamento de linha
- Argumentário e material de treinamento de canal
Estratégia
- Modelo de plano de marketing — a estrutura do Projeto Aplicado
- Prompt pack de IA para saúde e beleza
- Diagnóstico inicial do negócio, revisitado a cada módulo
Potencial de implantação e expansão institucional
O que a proposta exige da instituição e o que devolve a ela.
O Summit de encerramento como ativo institucional
O décimo segundo módulo é um evento online que acumula três funções: encerra a turma, abriga a banca do Projeto Aplicado e abre a captação da turma seguinte.
Convidados do mercado, vitrine institucional da IEPG e abertura das inscrições da próxima turma.
Aberta ao público, gratuitaSó alunos. Duas bancadas — campanha de captação e plano de lançamento. Finalização do Projeto Aplicado com consultoria dos avaliadores.
Pitch e banca. Cada aluno defende seu projeto diante de avaliadores do setor. Premiação e encerramento de turma.
Começando a turma em março, o curso encerra em fevereiro — e a sexta-feira aberta cai na janela de matrícula da turma que inicia em março seguinte. O encerramento de uma turma passa a ser o lançamento da próxima.
Possibilidades adicionais
O evento comporta patrocínio de marcas de cosmético, terceiristas e fornecedores de equipamento, que teriam acesso a uma plateia de clínicas e farmácias. E os módulos podem ser ofertados avulsos como extensão a quem já concluiu o curso.
Ambas são possibilidades a avaliar, não receitas projetadas.
Corpo docente necessário
A grade requer dois perfis que raramente coincidem na mesma pessoa, razão pela qual a maior parte dos módulos prevê dois docentes dividindo o encontro.
| Perfil | Módulos | Observação |
|---|---|---|
| Advogado de direito médico e sanitário | 02 | Contratação prioritária — é o diferencial do curso |
| Responsável técnico com vivência de registro | 02, 10 | Rotulagem, claims, caminho regulatório do produto |
| Marketing com cases no setor | 05, 07, 08 | Conteúdo, mídia paga, funil |
| Planejamento de mídia | 06 | Perfil de agência ou veículo; raro na academia |
| Dono de clínica que escalou | 04, 11 (lente serviço) | Custo de procedimento, agenda, expansão |
| Indústria cosmética e distribuição | 04, 09, 10, 11 (lente produto) | A contratação mais difícil da grade |
| Farmacêutico e desenvolvedor de cosméticos | 10 | Já na casa — docentes das pós existentes |
| Mestres e doutores da IEPG | Metodologia e banca | Cumprimento do requisito de titulação |
A modalidade online resolve o principal gargalo
Os módulos de mídia, canais e desenvolvimento de produto exigem profissionais de indústria cosmética, distribuição e planejamento de mídia — perfil que dificilmente se desloca para ministrar meio dia de aula presencial. Na modalidade online, a contratação não tem restrição geográfica e pode ser feita por meio turno.
Potencial de expansão do portfólio
Diferenciação
Ocupa um espaço hoje vazio no portfólio, sem competir com os cursos existentes e sem canibalizar matrículas.
Base de captação própria
O primeiro público são os egressos dos cursos atuais, alcançáveis pelos canais que a instituição já mantém.
Reaproveitamento docente
Dois módulos podem ser construídos com docentes já vinculados às pós de Assuntos Regulatórios e de Desenvolvimento de Produtos Cosméticos.
Recorrência
O Summit anual e a oferta de módulos avulsos criam pontos de contato com o egresso depois da conclusão.
Considerações finais e próximos passos
O que se pede à direção da Faculdade IEPG.
A proposta está completa como projeto acadêmico. O que se pede à direção é a avaliação sobre avançar para a fase de implantação — e há quatro pontos que precisam de decisão institucional antes de qualquer divulgação.
Credenciamento EAD — verificação obrigatória
Pós-graduação lato sensu a distância exige que a instituição esteja credenciada para essa modalidade, em trâmite distinto do credenciamento presencial. É preciso confirmar a situação atual da IEPG antes de divulgar o curso como online.
Se o credenciamento EAD não estiver em vigor, o caminho usual é ofertar com encontros síncronos sob o credenciamento existente — mas isso depende de análise jurídica da própria instituição, não de uma suposição deste documento.
Composição da banca
Confirmar se uma banca com avaliador externo de mercado atende ao requisito de titulação. A composição proposta — dois docentes do curso mais um convidado — foi desenhada para atender aos dois lados, mas precisa de validação antes de entrar no regulamento.
Posicionamento de preço contra o EAD barato
Online nacional coloca o curso na mesma prateleira dos grandes players de pós a preço baixo. O que separa não é conteúdo, é formato: ao vivo, com turma, oficina e banca — não videoaula gravada com prova de múltipla escolha. Isso precisa estar na primeira linha da comunicação, e é o que sustenta um ticket várias vezes maior.
Nome do curso e Summit presencial
Definir o nome entre as três opções da seção 01. E avaliar manter o Summit como o único encontro presencial, em formato de formatura facultativa — curso 100% online com um encontro final presencial opcional aumenta matrícula e fecha o vínculo da turma, sem alterar grade nem carga horária.
Convite
Este documento reúne o desenho acadêmico completo: objetivos, perfil do egresso, público, matriz curricular com os doze módulos e seus conteúdos programáticos, metodologia, carga horária, sistema de avaliação, corpo docente necessário e calendário.
O passo seguinte é a leitura crítica pela coordenação acadêmica e pela direção, com os ajustes que a instituição julgar necessários. A proposta foi construída para ser discutida e corrigida, não para ser aprovada como está.